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11 de outubro de 2011

Politica? o que é isso?



 
Como cobrar do cidadão - que trabalha de sol a sol, dia após dia para manter o sustento e a honra de sua família e que optou pelo caminho reto, humilde e sincero – uma posição política? Como nos damos o direito de cobrá-lo por uma falta de consciência social? Como temos a coragem (ou a petulância) de sugerir que este cidadão “não gosta de política”?

Eu pergunto a você (e)leitor, a você que tem alguns minutos para ler algo enquanto aguarda a sua vez na ante-sala do psicanalista, enquanto espera chegar a conta do belo jantar, enquanto espera sua vez para abastecer seu automóvel novo. Você sabe o que é a política? O que é democracia?

Num país onde um jogador de futebol, semi-analfabeto, ganha R$700 mil por mês enquanto seu professor ganha pouco mais de R$1.000,00; num país em que Juízes de Direito são considerados “bandidos de toga”, senadores, deputados, prefeitos e vereadores compram muito mais que votos, compram consciências e quase todo mundo quer dar o “jeitinho brasileiro”, num país assim como podemos pensar que a democracia através do voto é capaz de mudar alguma coisa?

Existe no Brasil cerca de 30 partidos políticos já formados e pelo menos uma dezena em processo de formação. Parece piada, aliás, definitivamente é uma grande piada o sistema político brasileiro, assim como são grandes palhaços a maioria dos políticos daqui, mas aqui são os eles, os palhaços, que riem de nós. Alguns podem pensar, mas não são só os políticos que usurpam nossa dignidade roubando às claras nosso dinheiro! Também o fazem os comerciantes, os advogados e os banqueiros. 


Ocorre meus amigos que são os políticos, eleitos pelo povo, os responsáveis pelas transformações na estrutura da sociedade, são eles que determinam as leis que criam e acabam com os impostos. São essas leis que definem crimes, penas. São os políticos que gerenciam a sistema público de saúde e de educação, são eles que têm o poder e a caneta na mão para construir estradas, quadras desportivas entre muitas  outras ferramentas capazes de mudar uma realidade.


Barganha é a palavra de ordem. Em período pré-eleitoral (como o que estamos vivenciando agora e ano que vem mais ainda), veremos as mais grotescas artimanhas pseudopoliticas serem arquitetadas em nome da “democracia”. Partidos de aluguel, que concedem “empréstimos” em troca de “filiações”, pré-candidatos transformando-se em melhores amigos de pessoas que não viam desde as ultimas eleições, enfim...

Pergunto-lhes, alguém poderia me esclarecer a diferença entre Partido Trabalhista Nacional, Partido dos Trabalhadores, Partido dos Trabalhadores do Brasil e Partido Trabalhista Brasileiro? Respondo: a diferença são os “donos” de tais partidos, não existe ideologia, não existe comprometimento social, o que existe é a idéia de que cada partido é um time de futebol (dos modernos, que jogam por dinheiro), cada time se ajeita antes das eleições para participar de um grande torneio, e quem fizer mais gols (ou votos) vence e leva o troféu, mas no nosso caso o troféu é a chave da porta do gabinete, aí como em copa do mundo, só daqui 4 anos...

Portanto, não coloquemos nas costas dos coadjuvantes sociais, a desgraça que é a “política” brasileira, para eles é trabalhar ou morrer de fome.