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26 de novembro de 2011

GRUPO ESCOTEIRO LAGOA DOURADA - PONTA GROSSA, PR


Estamos oficialmente criados.
Em 2012 estaremos ainda mais fortes e focados na missão escoteira. Desejamos a todos um final de ano repleto de saúde e paz.

Contatos: gelagoadourada@hotmail.com

22 de novembro de 2011

Vereadores querem explicações de Odivaldo sobre Mercado da Família

Vereadores querem explicações de
Odivaldo sobre Mercado da Família
O desaparecimento de um valor, que superaria os 36 mil reais, do Mercado da Família, além de outros questionamentos, como de suposta não entrega correta de alimentos, motivou debate na Câmara Municipal de Ponta Grossa, com o anúncio da convocação do secretário Municipal de Abastecimento, Odivaldo Alves (foto), para dar as devidas explicações. O que foi dito a respeito, pela Secretaria, através de nota da Assessoria de Comunicação da Prefeitura, foi sobre um roubo ocorrido no posto de Uvaranas, quando ladrões teriam levado “todo o dinheiro que encontraram”.
O vereador Walter José de Souza, “Valtão”, contou ter protocolado um requerimento, juntamente com Sebastião Mainardes Júnior, solicitando informações a Odivaldo, e que, após, será sugerida a convocação do secretário para uma prestação de contas. Segundo Walter, vários são os questionamentos feitos, como dos critérios adotados para verificação do sistema de controle do estoque, se é realizado diariamente. Os vereadores querem saber, também, quem são os responsáveis pelo recebimento dos produtos e pela supervisão dos trabalhos. Ainda, quem faz e como é feita a movimentação financeira do Mercado da Família e como é guardado o dinheiro arrecadado com as vendas, se em cofres ou em agência bancária, se os depósitos são feitos diariamente ou periodicamente. E quem faz e como é feita a contabilidade do programa.
RouboWalter de Souza se referiu ao roubo que teria sido praticado no início de novembro, de valor que se encontrava em cofre do Mercado da Família da Avenida Carlos Cavalcanti. E indaga sobre a existência do dinheiro em cofre (que foi violado), bem como se outros furtos já não foram praticados, além de um balanço geral da movimentação financeira detalhada deste janeiro de 2010 até o momento, do Fundo Mercado da Família. Também o Programa Feira Verde faz parte do requerimento de informações
A vereadora Ana Maria Branco de Holleben também falou a respeito, citando valores, que seriam superiores a 36 mil reais o dinheiro desaparecido e observando a necessidade de monitoramento eletrônico daquele local e dos demais pontos do Mercado. “Se tivermos o Mercado da Família, que é público, que trabalha com o dinheiro vivo, sem câmeras de vigilância, isto é um crime contra o dinheiro da população”, exclamou. E sugeriu que o Legislativo visite todos os pontos do Mercado para certificar-se das condições de segurança.
O monitoramento existe, observou Valtão, mas não haveria câmera de segurança justamente na sala em que se encontravam os cofres.
QualidadeSebastião Mainardes Júnior, além da questão do Mercado da Família, falou da necessidade de ser verifica a questão da qualidade também quanto aos produtos do Feira Verde, porque haveria reclamações por parte da população que tem o direito de usufruir dos dois programas. “Precisamos saber o que está sendo comprado e o que está sendo, efetivamente, entregue”, declarou o vereador, denunciando: “Ao que me consta, aquilo que está sendo comprado não é a mercadoria entregue”.
Mainardes reclamou que, se existiu o furto, a administração municipal deveria ter feito a comunicação imediatamente, “pois o povo te o direito de saber”.
RevelaçãoA divulgação do fato foi feita, mas não pela Secretaria de Abastecimento. No dia 11 deste mês, o jornalista Altair Ramalho, em sua coluna no Plantão da Cidade, surpreendeu com a informação, do “sumiço de uma quantia de alguns milhares de reais, dinheiro vivo, de dois pontos distantes da cidade. Um deles localizado ao longo da Carlos Cavalcanti, em Uvaranas; outro na região de Oficinas”.
Isto foi no período da manhã. No mesmo dia, final da tarde a Assessoria de Comunicação da Prefeitura tornou público o fato do roubo, danço conta que o Mercado da Família, em Uvaranas, foi invadido, entre os dias 5 e 8, e que dois cofres foram violados e roubado todo o dinheiro que continham. A nota não revelou valores, mas, declarou a existência de um suspeito. O secretário Odivaldo Alves explicou que, nos  finais de semana, as lojas do Mercado da Família permanecem fechadas
De acordo com o secretário, a divulgação do fato não se deu imediatamente “para não atrapalhar as investigações”, mas, como já havia um suspeito e a notícia vazou, houve por bem tornar público. Informou ainda, que “os ladrões – ou o ladrão – invadiram a loja num ponto não coberto pelo sistema de monitoramento eletrônico, arrombaram a porta do escritório e posteriormente violaram os dois cofres que se encontravam naquele local, fugindo em seguida com o dinheiro arrecadado”. As lojas do Mercado da Família funcionam de terça a sexta-feira, das 9h às 19h, e aos sábados, das 9h às 14h.


**** Ainda temos que saber se a tal viagem feita pelo "Secretário" à Amazonia foi paga com dinheiro de fornecedor ou não!!!****

20 de novembro de 2011

PF prende secretário de Saúde e um terço dos deputados de Rondônia

Uma operação deflagrada pela Polícia Federal (PF) na manhã de hoje resultou na prisão de oito dos 24 deputados da Assembleia Legislativa de Rondônia. Entre os sete componentes da Mesa Diretora da Casa, apenas um não foi acusado de envolvimento em suposto esquema de fraudes em licitações e contratos do governo do Estado.
Na Operação Termópilas, o secretário estadual de Saúde, José Batista da Silva, também foi preso. O presidente do Legislativo, Valter Araújo (PTB), foi apontado pela PF como o chefe da quadrilha. O governo de Rondônia afirmou, por meio de nota, que só vai se pronunciar oficialmente quando tiver detalhes da operação.
O suposto esquema envolve irregularidades em licitações e contratos de prestação de serviços, especialmente, nas secretarias de Saúde e de Justiça, além do Detran local. O grupo é acusado de corrupção e tráfico de influência para favorecer determinadas empresas.
Com as prisões desencadeadas, a Assembleia Legislativa passou ao comando do deputado Hermínio Coelho (PSD). Em nota, ele diz que a Casa “aguardará os desdobramentos da ação policial, e as manifestações do Ministério Público Estadual e do Tribunal de Justiça Estadual para, em reunião, analisar os fatos e adotar as medidas necessárias cabíveis”.
A operação envolveu seis cidades do Estado, onde foram cumpridos dez mandados de prisão preventiva, quatro de temporárias e 57 ordens de busca e apreensão.

13 de novembro de 2011

Multa de R$ 200,00 pode ser aplicada para quem for pego jogando lixo na rua

Os vereadores votam na sessão da próxima segunda-feira, 14, projeto de lei de autoria da vereadora Aline de Almeida César (PMDB), que proíbe de se jogar ou depositar lixo de qualquer espécie nas ruas, praças e em qualquer área não destinada pelo Poder Público. O descumprimento da lei acarretará ao infrator advertência na primeira infração; e multa no valor de cinco VR´s do Município, aproximadamente R$ 200,00, em caso de reincidência.
Qualquer cidadão poderá denunciar o descumprimento da lei junto aos órgãos municipais responsáveis pela fiscalização e aplicação de sanções. O Poder Executivo regulamentará a lei mediante decreto, estabelecendo a criação de programas de orientação e fiscalização, a colocação de placas indicativas de proibição nos terrenos públicos e determinado igual providência nos terrenos privados. “Para manter a cidade limpa e transitável é proibido a qualquer cidadão jogar ou depositar lixo de qualquer espécie nas ruas, praças e em qualquer área não destinada pelo Poder Público”, justifica a parlamentar.



Comentário: Achei válida e louvável a iniciativa da Vereadora. Estamos precisando impôr, através da aplicação de sanções, aos menos conscientes algumas coisas que parecem utópicas porém totalmente cabíveis, Jogar lixo nas ruas é uma atitude deplorável (principalmente “bitucas” de cigarro). Essa lei precisa entrar em vigor urgentemente bem como é urgente uma atitude do Poder Executivo em promover – além de uma grande e impactante Campanha de conscientização sobre o problema do “lixo nas ruas” – a colocação de lixeiras no perímetro urbano. Só na Vicente Machado não dá!
Espero que nossos Vereadores sigam o exemplo de Alina e proponham mais leis do desse gênero”.

Boa Semana a todos

16 de outubro de 2011

Política e Espiritismo


Política e Espiritismo    

Por que o espírita é apolítico?

Esta abordagem decorre de vivências junto a grupos espíritas que, a título de serem isentos, se preservarem de “armadilhas”, ou temerem vinculações por recebimento de verbas assistenciais de governos, argumentam contra o envolvimento de pessoas ou instituições espíritas com questões políticas.

Esse posicionamento decorre, em primeiro lugar, de uma interpretação equivocada de neutralidade, que em nosso meio, virou omissão. Segundo, pelo desconhecimento do que realmente é a política e seus nobres objetivos, que devem resultar em corretas atitudes na organização e no exercício do poder. É que, infelizmente, estamos acostumados ao seu lamentável avesso: a politicagem.

O “Pequeno Dicionário da Língua Portuguesa” de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira,  define a política como  “um ramo das Ciências Sociais que trata da organização e do governo dos Estados; a ciência de governar os povos, a arte de dirigir os negócios públicos   e estabelecer relações civilizadas.”

No Livro dos Espíritos, a Questão 132 indaga: “Qual o objetivo da encarnação dos Espíritos?”  Em parte, a resposta é:  “(...) a encarnação tem também outro objetivo, que é o de colocar o Espírito em condições de cumprir sua parte na obra da criação (...) de tal sorte que, concorrendo para a obra geral, ele próprio se adianta”.

Somente envolvendo-nos em atividades sociais e políticas poderemos transformar a sociedade e por extensão a Terra, elevando seu nível. Hoje, podemos agir politicamente através das várias organizações não governamentais (ONGs) que procuram realizar o que instituições públicas e especialmente as religiões, sempre tentaram e não conseguiram: justiça social, respeito aos diferentes e à natureza em geral.

As melhores conquistas da humanidade surgiram por conscientização e ação política, não decorreram de meras convicções e discursos. As idéias de igualdade, liberdade e fraternidade, não se originaram em órgãos de governo, nem no seio das igrejas, embora seu permanente discurso e clamor por justiça. Idem, quanto à abolição da escravatura, da censura à segregação racial, da aceitação de minorias estigmatizadas, da preservação do meio ambiente, etc. Sempre foram as ações de cidadania, decorrentes da mobilização dos interessados, que pressionaram as organizações sociais para as mudanças, resultando hoje, no que se define como conceitos e comportamentos “politicamente corretos”.

Apesar desses avanços, a grande maioria dos espíritas defende a idéia de que espiritismo e política não se misturam. Contrariando essa interpretação, entendemos que a filosofia espírita é eminentemente política, já que explica a inter-relação dos espíritos encarnados e desencarnados durante sua evolução, neste ou em outros mundos das dimensões física ou espiritual. Portanto, participar e contribuir para a melhoria das condições sociais atuando politicamente, é promover o aperfeiçoamento geral, uma das tarefas da nossa condição de “co-criadores”. Afinal, temos responsabilidade parcial no processo.

Embora deva ser lamentado, é interessante notar que, em geral, espírita não vota em espíritas que se propõem a fazer política partidária. Temos vários exemplos de companheiros que postularam cargos eletivos, contaram  com votos dos espíritas e não se elegeram.

Nas cidades brasileiras, existem milhares de seguidores da doutrina; entretanto, são poucos os vereadores, deputados e senadores espíritas.Tão ruim quanto não participar, é boicotar os espíritas que se candidatam a um cargo eletivo, especialmente se o argumento está baseado em um “artigo de fé” que não se sustenta, e em detrimento do melhor resultado que certamente adviria do engajamento de um homem de bem.

Sem entrar no mérito de suas propostas, precisamos aprender algumas lições com os evangélicos, cuja capacidade de mobilização lhes dá expressiva representatividade. O conceito de que “política é coisa suja” está de tal modo arraigado em nosso meio, que nos recusamos a admitir que ela só será limpa quando a participação de honestos e bem intencionados puder fazer a faxina moral de que ela necessita. A questão 932 de “O Livro dos Espíritos” trata do assunto: “– Por quê, no mundo, tão amiúde, a influência dos maus sobrepuja a dos bons?” Resposta: “– Por fraqueza destes. Os maus são intrigantes, os bons são tímidos. Quando estes quiserem, preponderarão”.

Não devemos defender a idéia de fazer proselitismo através da ação política,  nem ter como objetivo difundir a doutrina no âmbito governamental para chegar a um “Estado Espírita”. A separação entre Igreja e Estado é uma conquista que não devemos abandonar, pois seria um retrocesso. É também um equívoco, tentar afirmar social e politicamente uma fé, com propósitos de conversão, visando o intuito macro de formar rebanho de adeptos, por julgar que as pessoas, para serem boas, têm que pertencer a um determinado sistema de pensamento, laico ou religioso. Sobre isso, ousamos dizer que Kardec, por estar demasiadamente envolvido com os ideais espíritas, nos comentários da Questão nº 798 do Livro dos Espíritos, foi ufanista e visionário, ao afirmar que após duas ou três gerações, o espiritismo se firmaria em âmbito mundial, ainda mais rapidamente do que o cristianismo se desenvolveu. Usando as próprias teses e métodos kardecistas, o bom senso evidencia, que o espiritismo não é “a” solução para os problemas humanos; é apenas “um dos” vários e bons caminhos existentes para uma conscientização ética e moral, transformadora dos homens e de seus sistemas sociais.

É porém, adequado e justo, o propósito de mostrar a excelência dos conceitos espíritas, visando embasar leis e políticas públicas. Assim, se queremos progresso e justiça, devemos mudar o discurso vigente de  que “espiritismo e política não se misturam” pois não há como falar de cidadania sem incluir ação política e não há como falar de ação política sem comunicação.

Temos que nos comunicar e agir politicamente com a base ética da Doutrina Espírita, atuando coerentemente segundo as convicções humanistas nela adquiridas, em nossa vida comunitária e no âmbito das instituições governamentais; fora ou dentro dos partidos com os quais tenhamos afinidades ideológicas - porém sem propósitos exclusivistas, discriminantes.

Se nos isolarmos nas casas espíritas apenas orando e esperando que Deus e os bons espíritos transformem o mundo em que vivemos, jamais promoveremos mudanças. Nelas, nossa função primordial é a de formar líderes conscientes para atuar em sinergia com todos. E não a de  sermos meros consoladores, devido ao insucesso dos governos que geram as desgraças sociais que nos atingem, quase sempre em virtude de nossas próprias omissões.

- Nícia Cunha (MT)

11 de outubro de 2011

Politica? o que é isso?



 
Como cobrar do cidadão - que trabalha de sol a sol, dia após dia para manter o sustento e a honra de sua família e que optou pelo caminho reto, humilde e sincero – uma posição política? Como nos damos o direito de cobrá-lo por uma falta de consciência social? Como temos a coragem (ou a petulância) de sugerir que este cidadão “não gosta de política”?

Eu pergunto a você (e)leitor, a você que tem alguns minutos para ler algo enquanto aguarda a sua vez na ante-sala do psicanalista, enquanto espera chegar a conta do belo jantar, enquanto espera sua vez para abastecer seu automóvel novo. Você sabe o que é a política? O que é democracia?

Num país onde um jogador de futebol, semi-analfabeto, ganha R$700 mil por mês enquanto seu professor ganha pouco mais de R$1.000,00; num país em que Juízes de Direito são considerados “bandidos de toga”, senadores, deputados, prefeitos e vereadores compram muito mais que votos, compram consciências e quase todo mundo quer dar o “jeitinho brasileiro”, num país assim como podemos pensar que a democracia através do voto é capaz de mudar alguma coisa?

Existe no Brasil cerca de 30 partidos políticos já formados e pelo menos uma dezena em processo de formação. Parece piada, aliás, definitivamente é uma grande piada o sistema político brasileiro, assim como são grandes palhaços a maioria dos políticos daqui, mas aqui são os eles, os palhaços, que riem de nós. Alguns podem pensar, mas não são só os políticos que usurpam nossa dignidade roubando às claras nosso dinheiro! Também o fazem os comerciantes, os advogados e os banqueiros. 


Ocorre meus amigos que são os políticos, eleitos pelo povo, os responsáveis pelas transformações na estrutura da sociedade, são eles que determinam as leis que criam e acabam com os impostos. São essas leis que definem crimes, penas. São os políticos que gerenciam a sistema público de saúde e de educação, são eles que têm o poder e a caneta na mão para construir estradas, quadras desportivas entre muitas  outras ferramentas capazes de mudar uma realidade.


Barganha é a palavra de ordem. Em período pré-eleitoral (como o que estamos vivenciando agora e ano que vem mais ainda), veremos as mais grotescas artimanhas pseudopoliticas serem arquitetadas em nome da “democracia”. Partidos de aluguel, que concedem “empréstimos” em troca de “filiações”, pré-candidatos transformando-se em melhores amigos de pessoas que não viam desde as ultimas eleições, enfim...

Pergunto-lhes, alguém poderia me esclarecer a diferença entre Partido Trabalhista Nacional, Partido dos Trabalhadores, Partido dos Trabalhadores do Brasil e Partido Trabalhista Brasileiro? Respondo: a diferença são os “donos” de tais partidos, não existe ideologia, não existe comprometimento social, o que existe é a idéia de que cada partido é um time de futebol (dos modernos, que jogam por dinheiro), cada time se ajeita antes das eleições para participar de um grande torneio, e quem fizer mais gols (ou votos) vence e leva o troféu, mas no nosso caso o troféu é a chave da porta do gabinete, aí como em copa do mundo, só daqui 4 anos...

Portanto, não coloquemos nas costas dos coadjuvantes sociais, a desgraça que é a “política” brasileira, para eles é trabalhar ou morrer de fome.

30 de setembro de 2011

Enquanto a cidade dorme...

 Enquanto a cidade dorme, alguns despertam para reconhecer sua profunda condição de miseráveis coadjuvantes da trágica comédia da vida que passa...
Enquanto a cidade “dorme” vampiros agem, e agem com uma objetividade profana, proclamam suas desgraçadas honras degustando queijos, vinhos e sangue. O sangue que corre na veia do homem simples, da mulher honesta, da criança que – apesar de tudo – sorri o mais sincero sorriso, isso é o combustível que alimenta o zepelim prateado da corrupção.
Por onde começaremos? Quem dará a palavra de ordem?  Até quando viveremos sob os ventos dos clichês, da mentira, da mais nojenta hipocrisia personificada em discursos elegantes e comoventes?

O que me preocupa não é apenas constatar que o pensamento social muda a passos lentos, o que me preocupa são os reflexos dessa lentidão. A violência, a pobreza, a ignorância, a falta de vontade e a desesperança, tudo isso entornando o caldo de uma sociedade que se diz cada vez menos desigual, mas que – queiram vocês ou não – vive uma grande peça teatral onde políticos fingem que governam, pais fingem que educam, professores fingem que ensinam, amigos fingem que amparam e amores fingem que amaram...

Precisamos agir com mais objetividade e essa objetividade precisa ser traduzida em resultados. Cadenciar o ciclo da vida, usar a consciência e pensar, usar as mãos e agir. Do jeito que as coisas estão não fazer o mal já não basta para se ter feito algo de bom. A mudança é urgente e a desgraça corre mais que a segurança, portanto, a única saída é descruzar os braços, arregaçar as mangas e mãos a obra.

Já disse o poeta, “se quiser um mundo melhor, melhore-se”

Abaixo, segue um vídeo de um grande Homem, um modelo a ser seguido e exaltado.










29 de setembro de 2011


Fruet se filia ao PDT e faz primeiro ataque contra Ducci.


Ex-deputado tenta vincular prefeito, que será seu adversário no ano que vem, aos escândalos envolvendo João Cláudio Derosso

O ex-deputado federal Gustavo Fruet aproveitou ontem o discurso de sua filiação ao PDT para atacar o prefeito de Curitiba, Lu­­ciano Ducci (PSB) – principal adversário na disputa pela prefeitura da capital na eleição de 2012. Num improvisado púlpito montado em frente à escadaria da Universidade Federal do Paraná (UFPR), na Praça Santos Andrade, em Curitiba, Fruet anunciou seu novo partido pouco mais de dois meses depois de ter deixado o PSDB, onde acreditava não ter espaço para ser candidato a prefeito.
No discurso de ontem, Fruet tentou vincular o atual prefeito ao escândalo envolvendo o presidente da Câmara Municipal, vereador João Cláudio Derosso (PSDB), investigado atualmente por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Derosso é acusado de irregularidades nos contratos de publicidade da Câmara. O Conselho de Ética pediu seu afastamento do mandato por 90 dias.
“A base que apoia hoje o Derosso na Câmara é a mesma que apoia a reeleição. O prefeito Luciano [Ducci] e o Derosso são faces de uma mesma moeda. Há uma relação siamesa entre a prefeitura e a Câmara”, disse o ex-deputado federal.
Subindo o tom
A declaração dá o tom da disputa pela administração municipal e revela o que pode ser uma das estratégias da campanha pedetista. Ontem mesmo, o prefeito Ducci, por meio de sua assessoria, respondeu no mesmo tom, lembrando que até recentemente Fruet fazia parte do mesmo grupo político.
Para o doutor em Direito Constitucional e professor da Fundação de Estudos Sociais Carlos Luiz Strapazzon, aproximar Ducci com as denúncias contra Derosso deve ser a estratégia não só de Fruet como da campanha dos demais adversários. “Vai ser inevitável fazer essa relação.Vai chegar um momento em que o prefeito Luciano Ducci e os vereadores da base de apoio terão de explicar se sabiam ou não das irregularidades e como deixaram chegar a este ponto”, avalia.
Cobranças
Para Strapazzon, o perfil combativo de Fruet nas questões relativas à administração pública indica que o tom durante a campanha deve ser de cobranças. Durante o discurso ontem, por exemplo, Fruet relembrou casos polêmicos envolvendo a atual gestão da prefeitura. Falou, por exemplo, sobre as denúncias que levaram a prefeitura a romper com a empresa de radares que servia o município, a Consilux, e sobre a contestação judicial contra a Urbs, empresa municipal que não poderia mais aplicar multas de trânsito. “É uma questão de esgotamento do modelo. Essas discussões significam que não houve planejamento algum. São situações que já deveriam ser discutidas”, comentou.

28 de setembro de 2011

Ato político de filiação de Fruet será dia 6 de outubro

Hoje à tarde, durante coletiva ao ar livre, em frente à UFPR, Gustavo Fruet anunciou que escolheu o PDT.
Pois bem. O neo-brizolista assinará a ficha de filiação no dia 6 de outubro próximo, às 19 horas, em um ato político na Sociedade Thalia (na Rua Comendador Araújo).
Os pedetistas querem atrair ao eventos todas as legendas que compõem a base de sustentação de Dilma Rousseff, dentre os quais PT e PCdoB.
Na foto, o vereador Tito Zeglin coloca um button do PDT na lapela de Fruet.

 

20 de setembro de 2011

“A educação deveria ser levada tão a sério quanto o futebol”


Jamil Salmi, coordenador de ensino superior do Banco Mundial (Bird)
O Brasil tem potencial para ser um líder mundial na área de educação, mas falta acreditar que isso é possível. A opinião é do marroquino Jamil Salmi, coordenador de ensino superior do Banco Mundial. Ele esteve em Curitiba na semana passada para participar do seminário internacional “Estraté­­gias de apoio das universidades ao desenvolvimento regional”, realizado no Teatro da Reitoria da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Para ele, as universidades brasileiras precisam ter um olhar mais internacional e transferir conhecimentos. “O Brasil é um gigante economicamente, mas nenhuma universidade brasileira está entre as 100 melhores do mundo. Na Copa do Mundo, vocês acreditam que podem ser os melhores. Por que não acreditar que podem ser os melhores também em educação?”, indaga.
Salmi é o principal autor da estratégia do Bird para o ensino superior denominada Constructing Knowledge Societies: New Challenges for Tertiary Education. Nos últimos 17 anos foi assessor para políticas de ensino superior em mais de 60 países, inclusive para o Brasil. Publicou cinco livros e centenas de outros trabalhos sobre educação e desenvolvimento; seu ultimo livro, Challenge of Establishing World-Class Universities, foi publicado em 2009.
Em sua palestra, Salmi apresentou rankings com as melhores universidades do mundo, falou sobre o conceito de world-class university e que caminhos podem ser tomados para se chegar a esse padrão de excelência em educação superior. Analisando as universidades brasileiras, Salmi ressaltou o problema de diversidade social e questionou quantos estudantes nunca terão a chance de chegar ao ensino superior. Ele também afirmou que na cultura brasileira, os professores tendem a permanecer na mesma instituição, o que não é bom para ter novas ideias e se autodesafiar.
Após a palestra “Ensino Superior no Brasil, Inclusão Social e World Class University”, Salmi conversou com a Gazeta do Povo. Confira os principais trechos da entrevista.
O senhor diz que todos querem uma world-class university, mas que ninguém sabe o que é ou como conseguir uma. Quais seriam as características e os desafios de se formar uma instituição como esta?
Essencialmente temos três fatores complementares em world-class universities. O primeiro seria uma alta concentração de estudantes, professores e pesquisadores talentosos. Depois estariam os recursos, que precisam ser abundantes. As principais universidades no ranking das melhores são ricas. E o terceiro fator é relacionado à estrutura governamental, se a instituição tem uma administração favorável, que incentiva a visão estratégica, inovação e flexibilidade, além da capacidade de tomar decisões.
No caso das instituições públicas, os desafios em relação à administração são maiores?
Imagine o maior time de futebol do mundo. Eu citaria o Barce­­lona, mas você poderia escolher um time local. Se eles tivessem uma administração como a de uma universidade pública, não pudessem chamar jogadores de outros países, ou dispensar os que não estão jogando bem, não pudessem tomar decisões e apenas seguir instruções do Ministério dos Esportes, eles seriam campeões? Educação é tão importante quanto futebol, então porque o que não faz sentido para o futebol tem de fazer sentido para a educação? World-class universities precisam de autonomia administrativa, flexibilidade e poder para agir.
Em sua palestra o senhor disse que no Brasil não temos nenhum exemplo de world-class university. O que tem a dizer sobre nossas instituições de ensino superior?
As instituições brasileiras estão olhando muito para dentro delas mesmas e precisam ter um olhar mais internacional, uma mobilidade maior e transferência de conhecimentos. Há um avanço na parte de pós-graduação e pesquisa e a Capes [Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior] tem um importante papel nesse aspecto. Mas, considerando que o Brasil é um gigante economicamente, há espaço para um progresso maior e a necessidade de aumentar o investimento. O Brasil deveria ser um líder em educação, mas está atrás da China. O Brasil é o quinto país mais populoso, a décima maior economia do mundo, o sexto em produção de carros, é líder em vários setores, mas nenhuma das universidades brasileiras está entre as cem melhores do mundo. O Brasil é um país rico em recursos naturais, mas, no fim das contas, o recurso mais importante é o talento de seu povo. Este é o melhor investimento, e está sendo subaproveitado. Na Copa do Mundo, vocês acreditam que podem ser os melhores. Por que não acreditar que podem ser os melhores também em educação?
O sistema de cotas adotado pelo governo brasileiro facilita, por exemplo, o acesso de alunos que estudam em escolas públicas à universidade, sendo que há grande disparidade entre o desempenho de alunos que estudam em escolas públicas e os de escolas privadas. Como o senhor avalia essas iniciativas?
Se a escola pública não é muito boa e as pessoas da elite, as que estão no poder, colocam seus filhos no sistema privado, nem mesmo elas acreditam no sistema que administram. O sistema de cotas sociais parece positivo, mas não é apenas uma questão de autorizar a entrada de minorias na universidade. É preciso dar suporte acadêmico e psicológico para que se sintam em casa. Se um aluno de escola pública está na universidade e todos os outros alunos vieram de escolas privadas, é outra cultura, eles não se sentem à vontade e precisam de ajuda. Em Campinas [Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)] estão tendo bons resultados, os alunos oriundos de escolas públicas têm os mesmos resultados dos demais e assim não se deixa de fora estudantes talentosos, mas pobres. [Na Unicamp, há programas como o Programa de Ação Afirmativa e Inclusão Social (PAAIS), que atribui pontuação adicional no vestibular para estudantes vindos da rede pública, e o Programa de Formação Interdisciplinar (Profis), que seleciona pelo desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em comparação aos colegas que cursaram a mesma escola].
Como professor, o senhor afirmou em sua palestra que antes não gostava de mudanças, assim como os seus colegas. Há algo que precisa mudar no papel dos professores universitários pra a melhora do ensino superior?
Eu ensinava da maneira que achava melhor. Quando entrava na sala de aula, era como se estivesse entrando em um barco, e eu era o único comandante. Mas eu não estava preparado pedagogicamente. Ter um diploma de doutorado não quer dizer que se está preparado para ser um professor. Para que a aula seja interessante para os alunos, o professor precisa ser preparado e ensinado a ensinar. É preciso ter aulas mais interativas, o professor deve ser o guia do estudante, ajuda-lo a pensar, não simplesmente passar a informação. Outro aspecto importante é a orientação dos alunos, assim que entram na universidade, para que sejam envolvidos no trabalho em laboratório e em pesquisas de campo, que são lugares onde eles aplicam o conhecimento, em vez de ficarem somente olhando para a teoria.
Como avalia a forma com que a maioria dos estudantes brasileiros entram na universidade, o vestibular? De que forma esse processo de seleção poderia ser aprimorado?
O desafio é aumentar nesse processo de seleção a importância de habilidades gerais, do pensamento crítico, da capacidade de resolução de problemas e de trabalhar em equipe. Essas são habilidades necessárias para o mundo do trabalho, mais importantes que a memorização. Eu não posso dizer que um único exame é a melhor maneira de selecionar estudantes, na verdade é perigoso definir o futuro de uma pessoa usando a nota de uma prova. Mas utilizar o histórico escolar, entrevistá-lo e avaliar o que o aluno está fazendo além de estudar e se sabe trabalhar em equipe pode ter um resultado melhor e dá para organizar tudo isso facilmente com o uso da internet.
Seminário
Evento discute importância regional das universidades
Realizado entre os dias 14 e 16 de setembro, o seminário internacional “Estratégias de apoio das universidades ao desenvolvimento regional” trouxe ao teatro da Reitoria da Universidade Federal do Paraná (UFPR) grandes nomes da educação. Entre os participantes, estavam presentes a presidente da European University Association, Maria Helena Nazaré, o professor emérito de Desenvolvimento Regional da NewCastle University UK, John Goddard, Rogério Mainardes, do Fórum Paraná Futuro 10, Agnaldo Castanharo, do Sebrae-Paraná e Hélio Bampi, vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), além do secretário estadual de educação Flávio Arns.
O evento é realizado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômicos (OCDE), fórum no qual os governantes trabalham em conjunto para responder aos desafios econômicos, sociais e ambientais da globalização. O projeto é desenvolvido em 15 países e, no Brasil, o Paraná é o único estado participante.

16 de setembro de 2011

PG com 500 mil habitantes?

Li num jornal local que em 2016 Ponta Grossa terá uma população de aproximadamente 500 mil habitantes. Fiquei pensando... se hoje, com 300/350 mil, nosso trânsito já está um caos (para quem não acha isso, experimente pegar o carro e dar um volta as 18:00 no centro da cidade), imagina com 500 mil?
Se com a industrialização que se avizinha o BOOM demográfico for mesmo tão expressivo, deveremos (eu, você e toda a sociedade civil organizada – principalmente os políticos) repensar toda a cidade, e esse “repensar” surge num período pré eleitoral, ou seja, deveremos estar atentos para as propostas apresentadas pelos futuros candidatos a Prefeito, principalmente propostas que atentem para a sustentabilidade, mobilidade urbana, saneamento básico e saúde pública.
Apesar de incontestáveis avanços, há muita coisa a se fazer, existem muitos bairros sem estrutura na cidade, muitas vilas que precisam de atenção e mais que isso, existe ainda muitas pessoas desesperançosas vagando pelas ruas dessa nova Ponta Grossa.Estejamos atentos para o que acontece, façamos parte dessa mudança, não como expectadores, mas como trabalhadores, trabalho com certeza não faltará para quem deseje realmente fazer a diferença.

8 de setembro de 2011

Lei municipal - NO PIAUÍ - proíbe fumo em espaços públicos

O tabagismo é um problema de saúde pública mundial, considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a principal causa de morte evitável em todo o mundo.

Segundo o instituto Nacional de Câncer – INCA, o total de mortes devido ao uso do tabaco atingiu a cifra de 4,9 milhões de mortes anuais, o que corresponde a mais de 10 mil mortes por dia. Caso as atuais tendências de expansão do seu consumo sejam mantidas, esses números aumentarão para 10 milhões de mortes anuais por volta do ano 2030, sendo metade delas em indivíduos em idade produtiva (entre 35 e 69 anos). No Brasil, o tabagismo está relacionado a 30% dos casos fatais de câncer.

Estes dados revelam a necessidade crescente de estratégias que visem combater a prática através da conscientização e criminalização do tabagismo em espaços públicos. Cinco capitais já possuem leis municipais que proíbem o fumo em espaços públicos, são elas: São Paulo (SP) Goiânia (GO), Curitiba (PR), Salvador (BA) e Belém (PA).

No ano passado, Teresina também passou a integrar a lista de capitais que combatem de forma incisiva o tabagismo, através da lei anti-fumo de autoria da vereadora Rosário Bezerra. A Lei Nº 4.034, sancionada no mês de agosto, teve seu projeto aprovado por unanimidade pela câmara municipal.

Segundo a vereadora, o impulso que faltava para a criação do projeto de lei aconteceu em março de 2010, quando uma pesquisa do Instituto Captavox revelou que 95% dos teresinenses eram favoráveis a criação de uma lei desta natureza. “Este número já sinalizou que a lei seria bem aceita pela população”, explica. Para a elaboração da lei, Rosário Bezerra contou com a ajuda de entidades ligadas à saúde, como o Comitê Municipal de Combate ao Fumo e a Fundação Municipal de Saúde (FMS).

Com a sanção da lei, ficou proibido fumar em qualquer recinto de uso coletivo, o que compreende ambientes de trabalho, estudo, cultura, de culto religioso, lazer, esporte e áreas comuns. Os órgãos municipais responsáveis pela vigilância sanitária (Gevisa) e pela defesa do consumidor (Procon) são os fiscalizadores do cumprimento da norma e já começaram a multar os estabelecimentos que estejam atuando em desacordo com a lei.

A vereadora salienta que Teresina sai na frente com relação à políticas de promoção de saúde. “Nossa cidade agora está na vanguarda da qualidade de vida”, analisa a autora. “Nossa intenção agora é partir para a conscientização sobre este tema em todos os públicos”, antecipa.

A ideia é trabalhar a temática através de palestras em escolas e faculdades. “Queremos chegar até essas pessoas e mostrar os malefícios diretos e indiretos do consumo de tabaco. São gastos excessivos da saúde pública com fumantes e pessoas que respiram a fumaça produzida por eles. Com uma conscientização, podemos prevenir estes problemas, promover mais qualidade de vida e ser exemplo para outros lugares fazerem o mesmo”, esclarece.

A.N.
15/02/2011

7 de setembro de 2011

Maurício defende 23 cadeiras e diz que despesa aumenta em 0,85%


Maurício defende 23 cadeiras e diz
que despesa aumenta em 0,85%
Eduardo Farias – Jornal da Manhã
O presidente da Câmara Municipal de Ponta Grossa, vereador Maurício Silva (PSB), recebeu nesta terça-feira a reportagem do Jornal da Manhã no gabinete da Ppresidência para uma entrevista sobre o movimento iniciado pelo Conselho de Entidades. A intenção é apresentar um projeto de iniciativa popular para barrar o aumento de 15 para 23 vereadores a partir de 2013 e também limitar os gastos do Legislativo em 2% do Orçamento do Município.
Maurício garantiu o trâmite normal do projeto e afirmou que os parlamentares terão independência para tomar seus posicionamentos, sem aceitar pressão das entidades. Segundo ele, trata-se de uma ação prevista constitucionalmente e que o Plenário irá tomar a decisão final. Serão necessárias 11 mil assinaturas (5% do eleitorado) para a apresentação do projeto. Confira os principais trechos da entrevista:
JORNAL DA MANHÃ: Como o senhor, como presidente da Câmara, avalia esse movimento do Conselho de Entidades em querer apresentar um projeto de iniciativa popular para barrar o aumento de 15 para 23 vereadores?
MAURÍCIO SILVA: Eu já expressei a minha posição quando os membros do Conselho de Entidades estiveram aqui. A questão do projeto de lei de iniciativa popular tem previsão legal, trata-se de um direito constitucional e, evidentemente, obedecendo às determinações do Regimento Interno dessa Casa, ao aportar o projeto aqui será processado. Jamais a Mesa Executiva irá colocar qualquer entrave político ou em termos de tramitação. A iniciativa vai tramitar pelas comissões como qualquer outro projeto. Vai caber aos vereadores, ao Plenário, a apreciação da matéria. Eu deixo bem claro sempre que eu administro a Casa, mas não interfiro e não mando no voto de vereador nenhum. Cada vereador vai ter seu posicionamento e democraticamente vai ser decidido. O que posso afirmar é que o trâmite será normal, sem problema nenhum.

JM: Essa questão do aumento de vereadores já foi discutida pela Câmara e acabou aprovada em abril deste ano. O senhor entende que é necessário retomar essa discussão?
MAURÍCIO: Na verdade, constitucionalmente pode. A própria Leio Orgânica do Município e o Regimento Interno da Casa preveem esse direito ao projeto de iniciativa popular quando se trata de projeto de lei. Nesse caso, será um projeto de emenda à Lei Orgânica, e terá que ver também a questão jurídica. Obviamente que ao ser apresentado, passará pela avaliação do Departamento Jurídico e seguirá o trâmite normal, assim como qualquer outro projeto, sem nenhum entrave.

JM: Qual a sua opinião particular em relação a manter em 15 ou aumentar para 23 o número de vereadores?
MAURÍCIO: Veja bem. Enquanto presidente a minha função é cuidar da tramitação normal do projeto dentro da Casa. Agora, como vereador eu já me posicionei. A princípio eu era a favor dos 21 vereadores, que era o número que tínhamos na cidade antes da diminuição para 15, mas caiu aquela emenda da Comissão que avaliou a proposta e aprovamos as 23 cadeiras. Mas, eu acho que em termos de representatividade, e democracia é isso, pois pressupõe representatividade, eu creio que é importante ampliar o número de vereadores, justamente porque eu vivo na pele isso. Sou oriundo da periferia e moro em um dos bairros da cidade. Eu vejo a importância das comunidades terem um representante no Legislativo, porque um vereador eleito é uma força viva dentro da sociedade e consegue, através de projeto de lei e intervenções junto ao Executivo, junto aos deputados, melhorar a condição de vida na comunidade onde ele vive. Então, é nesse sentido que eu entendo que é importante o aumento.

JM: Logicamente que o aumento de mais oito cadeiras irá implicar em mais gastos. A proposta do Conselho de Entidades é limitar as despesas da Câmara em 2% do orçamento do Município. Como o senhor vê essa iniciativa?
MAURÍCIO: Nessa parte eu também deixei bem claro às entidades o meu posicionamento. A Câmara vem há algum tempo já fazendo reformas, vem tomando desde 2009 medidas que acabam resultando em economia que volta ao Executivo e que, teoricamente, reverte em melhorias para toda a cidade. Com a reforma que fizemos extinguimos 31 cargos, depois fizemos o corte das funções gratificadas. Então, desse orçamento que hoje pode ser de até 5% do orçamento do Município, temos a estimativa de fechar em 2,04% o exercício de 2011. Agora, essa economia é feita porque essa Mesa, assim como as demais que me antecederam vinham fazendo, entende que a administração da Casa deve ser feita de forma transparente e com seriedade, e não porque pessoas de fora querem interferir.

JM: O senhor falou que com toda essa economia gerada, a previsão é fechar os gastos em 2,04% do orçamento do Município. Diante disso, seria inviável limitar em 2% diante da manutenção dos 23 vereadores?
MAURÍCIO: É preciso deixar claro que a legislação permite que a Câmara use até 5% do orçamento do Município, mas que a previsão é fechar com 2,04% graças ao empenho feito por essa administração. E a projeção para 2013 é algo em torno de 2,89% do orçamento do Município. Um aumento que não será significativo. Claro que se continuarmos com uma administração enxuta. Também é preciso levar em conta que a competência para tratar de leis orçamentárias é do Poder Executivo. Então, teria que vir uma mensagem do Executivo para fazer qualquer alteração. Nós não podemos interferir do orçamento do Executivo.

JM: Representantes dos partidos políticos também vão lançar um movimento para manter as 23 cadeiras a partir de 2013. Como o senhor vê essa manifestação.
MAURÍCIO: Eu considero que é legítima a iniciativa dos partidos tanto quanto é legítima a movimentação do Conselho de Entidades. Isso é democracia. Dentro de uma normalidade, de um respeito, que ambos os movimentos devem ter, acho que os dois movimentos são legítimos.

JM: Existe algum receio da sua parte que essa questão vire uma queda de braço entre o Conselho de Entidades e os vereadores?
MAURÍCIO: Não. Eu não vejo assim. Eu acho que o Conselho de Entidades tem o seu papel, que os vereadores têm o seu mandato, outorgado pela população, e tem que se ter um discernimento que isso que está acontecendo é um exercício da democracia. Tem que haver respeito dos dois lados. Os vereadores são bastante maduros para adotar um posicionamento.

JM: O senhor encara que esse projeto de iniciativa popular que deverá ser apresentado pelo Conselho de Entidades será uma forma de pressionar os vereadores a reverter o aumento?
MAURÍCIO: Eu não acredito nisso. De repente até pode acontecer, mas eu não acredito que os vereadores aceitem esse tipo de pressão. Cada vereador terá seu posicionamento com toda a liberdade. Isso também é dever da Mesa Executiva garantir essa liberdade. Então, eu não vejo como meio de pressão, e quem estiver em cargo político sempre tem o ônus e o bônus de seus posicionamentos. E posição política, como é nesse caso, e eu deixei claro quando o pessoal do Conselho esteve aqui, não tem nada de ilegal nisso, nem de imoral. É constitucionalmente permitido e cada um vota como acha que deve. Obviamente, como eu já disse, vai arcar com o ônus e o bônus do posicionamento.

JM: Alguns vereadores reclamaram do caráter político-eleitoral que esse movimento do Conselho de Entidades pode ter. O senhor entende assim também?
MAURÍCIO: Cada vereador tem todo o direito de se manifestar. E também não tem nada de imoral que as pessoas ligadas ao movimento tenham anseios políticos. O que seria no meu entendimento um pouco estrábico seria usar esse movimento para pegar carona para ter alguma intenção política aqui ou lá pra frente. Mas é como eu disse, na democracia isso é permitido e só saberemos depois das convenções dos partidos, se realmente era essa ou não a finalidade do movimento.