Fruet se filia ao PDT e faz primeiro ataque contra Ducci.
Ex-deputado tenta vincular prefeito, que será seu adversário no ano que vem, aos escândalos envolvendo João Cláudio Derosso
No discurso de ontem, Fruet tentou vincular o atual prefeito ao escândalo envolvendo o presidente da Câmara Municipal, vereador João Cláudio Derosso (PSDB), investigado atualmente por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Derosso é acusado de irregularidades nos contratos de publicidade da Câmara. O Conselho de Ética pediu seu afastamento do mandato por 90 dias.
“A base que apoia hoje o Derosso na Câmara é a mesma que apoia a reeleição. O prefeito Luciano [Ducci] e o Derosso são faces de uma mesma moeda. Há uma relação siamesa entre a prefeitura e a Câmara”, disse o ex-deputado federal.
Subindo o tom
A declaração dá o tom da disputa pela administração municipal e revela o que pode ser uma das estratégias da campanha pedetista. Ontem mesmo, o prefeito Ducci, por meio de sua assessoria, respondeu no mesmo tom, lembrando que até recentemente Fruet fazia parte do mesmo grupo político.
Para o doutor em Direito Constitucional e professor da Fundação de Estudos Sociais Carlos Luiz Strapazzon, aproximar Ducci com as denúncias contra Derosso deve ser a estratégia não só de Fruet como da campanha dos demais adversários. “Vai ser inevitável fazer essa relação.Vai chegar um momento em que o prefeito Luciano Ducci e os vereadores da base de apoio terão de explicar se sabiam ou não das irregularidades e como deixaram chegar a este ponto”, avalia.
Cobranças
Para Strapazzon, o perfil combativo de Fruet nas questões relativas à administração pública indica que o tom durante a campanha deve ser de cobranças. Durante o discurso ontem, por exemplo, Fruet relembrou casos polêmicos envolvendo a atual gestão da prefeitura. Falou, por exemplo, sobre as denúncias que levaram a prefeitura a romper com a empresa de radares que servia o município, a Consilux, e sobre a contestação judicial contra a Urbs, empresa municipal que não poderia mais aplicar multas de trânsito. “É uma questão de esgotamento do modelo. Essas discussões significam que não houve planejamento algum. São situações que já deveriam ser discutidas”, comentou.
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