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30 de setembro de 2011

Enquanto a cidade dorme...

 Enquanto a cidade dorme, alguns despertam para reconhecer sua profunda condição de miseráveis coadjuvantes da trágica comédia da vida que passa...
Enquanto a cidade “dorme” vampiros agem, e agem com uma objetividade profana, proclamam suas desgraçadas honras degustando queijos, vinhos e sangue. O sangue que corre na veia do homem simples, da mulher honesta, da criança que – apesar de tudo – sorri o mais sincero sorriso, isso é o combustível que alimenta o zepelim prateado da corrupção.
Por onde começaremos? Quem dará a palavra de ordem?  Até quando viveremos sob os ventos dos clichês, da mentira, da mais nojenta hipocrisia personificada em discursos elegantes e comoventes?

O que me preocupa não é apenas constatar que o pensamento social muda a passos lentos, o que me preocupa são os reflexos dessa lentidão. A violência, a pobreza, a ignorância, a falta de vontade e a desesperança, tudo isso entornando o caldo de uma sociedade que se diz cada vez menos desigual, mas que – queiram vocês ou não – vive uma grande peça teatral onde políticos fingem que governam, pais fingem que educam, professores fingem que ensinam, amigos fingem que amparam e amores fingem que amaram...

Precisamos agir com mais objetividade e essa objetividade precisa ser traduzida em resultados. Cadenciar o ciclo da vida, usar a consciência e pensar, usar as mãos e agir. Do jeito que as coisas estão não fazer o mal já não basta para se ter feito algo de bom. A mudança é urgente e a desgraça corre mais que a segurança, portanto, a única saída é descruzar os braços, arregaçar as mangas e mãos a obra.

Já disse o poeta, “se quiser um mundo melhor, melhore-se”

Abaixo, segue um vídeo de um grande Homem, um modelo a ser seguido e exaltado.










29 de setembro de 2011


Fruet se filia ao PDT e faz primeiro ataque contra Ducci.


Ex-deputado tenta vincular prefeito, que será seu adversário no ano que vem, aos escândalos envolvendo João Cláudio Derosso

O ex-deputado federal Gustavo Fruet aproveitou ontem o discurso de sua filiação ao PDT para atacar o prefeito de Curitiba, Lu­­ciano Ducci (PSB) – principal adversário na disputa pela prefeitura da capital na eleição de 2012. Num improvisado púlpito montado em frente à escadaria da Universidade Federal do Paraná (UFPR), na Praça Santos Andrade, em Curitiba, Fruet anunciou seu novo partido pouco mais de dois meses depois de ter deixado o PSDB, onde acreditava não ter espaço para ser candidato a prefeito.
No discurso de ontem, Fruet tentou vincular o atual prefeito ao escândalo envolvendo o presidente da Câmara Municipal, vereador João Cláudio Derosso (PSDB), investigado atualmente por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Derosso é acusado de irregularidades nos contratos de publicidade da Câmara. O Conselho de Ética pediu seu afastamento do mandato por 90 dias.
“A base que apoia hoje o Derosso na Câmara é a mesma que apoia a reeleição. O prefeito Luciano [Ducci] e o Derosso são faces de uma mesma moeda. Há uma relação siamesa entre a prefeitura e a Câmara”, disse o ex-deputado federal.
Subindo o tom
A declaração dá o tom da disputa pela administração municipal e revela o que pode ser uma das estratégias da campanha pedetista. Ontem mesmo, o prefeito Ducci, por meio de sua assessoria, respondeu no mesmo tom, lembrando que até recentemente Fruet fazia parte do mesmo grupo político.
Para o doutor em Direito Constitucional e professor da Fundação de Estudos Sociais Carlos Luiz Strapazzon, aproximar Ducci com as denúncias contra Derosso deve ser a estratégia não só de Fruet como da campanha dos demais adversários. “Vai ser inevitável fazer essa relação.Vai chegar um momento em que o prefeito Luciano Ducci e os vereadores da base de apoio terão de explicar se sabiam ou não das irregularidades e como deixaram chegar a este ponto”, avalia.
Cobranças
Para Strapazzon, o perfil combativo de Fruet nas questões relativas à administração pública indica que o tom durante a campanha deve ser de cobranças. Durante o discurso ontem, por exemplo, Fruet relembrou casos polêmicos envolvendo a atual gestão da prefeitura. Falou, por exemplo, sobre as denúncias que levaram a prefeitura a romper com a empresa de radares que servia o município, a Consilux, e sobre a contestação judicial contra a Urbs, empresa municipal que não poderia mais aplicar multas de trânsito. “É uma questão de esgotamento do modelo. Essas discussões significam que não houve planejamento algum. São situações que já deveriam ser discutidas”, comentou.

28 de setembro de 2011

Ato político de filiação de Fruet será dia 6 de outubro

Hoje à tarde, durante coletiva ao ar livre, em frente à UFPR, Gustavo Fruet anunciou que escolheu o PDT.
Pois bem. O neo-brizolista assinará a ficha de filiação no dia 6 de outubro próximo, às 19 horas, em um ato político na Sociedade Thalia (na Rua Comendador Araújo).
Os pedetistas querem atrair ao eventos todas as legendas que compõem a base de sustentação de Dilma Rousseff, dentre os quais PT e PCdoB.
Na foto, o vereador Tito Zeglin coloca um button do PDT na lapela de Fruet.

 

20 de setembro de 2011

“A educação deveria ser levada tão a sério quanto o futebol”


Jamil Salmi, coordenador de ensino superior do Banco Mundial (Bird)
O Brasil tem potencial para ser um líder mundial na área de educação, mas falta acreditar que isso é possível. A opinião é do marroquino Jamil Salmi, coordenador de ensino superior do Banco Mundial. Ele esteve em Curitiba na semana passada para participar do seminário internacional “Estraté­­gias de apoio das universidades ao desenvolvimento regional”, realizado no Teatro da Reitoria da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Para ele, as universidades brasileiras precisam ter um olhar mais internacional e transferir conhecimentos. “O Brasil é um gigante economicamente, mas nenhuma universidade brasileira está entre as 100 melhores do mundo. Na Copa do Mundo, vocês acreditam que podem ser os melhores. Por que não acreditar que podem ser os melhores também em educação?”, indaga.
Salmi é o principal autor da estratégia do Bird para o ensino superior denominada Constructing Knowledge Societies: New Challenges for Tertiary Education. Nos últimos 17 anos foi assessor para políticas de ensino superior em mais de 60 países, inclusive para o Brasil. Publicou cinco livros e centenas de outros trabalhos sobre educação e desenvolvimento; seu ultimo livro, Challenge of Establishing World-Class Universities, foi publicado em 2009.
Em sua palestra, Salmi apresentou rankings com as melhores universidades do mundo, falou sobre o conceito de world-class university e que caminhos podem ser tomados para se chegar a esse padrão de excelência em educação superior. Analisando as universidades brasileiras, Salmi ressaltou o problema de diversidade social e questionou quantos estudantes nunca terão a chance de chegar ao ensino superior. Ele também afirmou que na cultura brasileira, os professores tendem a permanecer na mesma instituição, o que não é bom para ter novas ideias e se autodesafiar.
Após a palestra “Ensino Superior no Brasil, Inclusão Social e World Class University”, Salmi conversou com a Gazeta do Povo. Confira os principais trechos da entrevista.
O senhor diz que todos querem uma world-class university, mas que ninguém sabe o que é ou como conseguir uma. Quais seriam as características e os desafios de se formar uma instituição como esta?
Essencialmente temos três fatores complementares em world-class universities. O primeiro seria uma alta concentração de estudantes, professores e pesquisadores talentosos. Depois estariam os recursos, que precisam ser abundantes. As principais universidades no ranking das melhores são ricas. E o terceiro fator é relacionado à estrutura governamental, se a instituição tem uma administração favorável, que incentiva a visão estratégica, inovação e flexibilidade, além da capacidade de tomar decisões.
No caso das instituições públicas, os desafios em relação à administração são maiores?
Imagine o maior time de futebol do mundo. Eu citaria o Barce­­lona, mas você poderia escolher um time local. Se eles tivessem uma administração como a de uma universidade pública, não pudessem chamar jogadores de outros países, ou dispensar os que não estão jogando bem, não pudessem tomar decisões e apenas seguir instruções do Ministério dos Esportes, eles seriam campeões? Educação é tão importante quanto futebol, então porque o que não faz sentido para o futebol tem de fazer sentido para a educação? World-class universities precisam de autonomia administrativa, flexibilidade e poder para agir.
Em sua palestra o senhor disse que no Brasil não temos nenhum exemplo de world-class university. O que tem a dizer sobre nossas instituições de ensino superior?
As instituições brasileiras estão olhando muito para dentro delas mesmas e precisam ter um olhar mais internacional, uma mobilidade maior e transferência de conhecimentos. Há um avanço na parte de pós-graduação e pesquisa e a Capes [Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior] tem um importante papel nesse aspecto. Mas, considerando que o Brasil é um gigante economicamente, há espaço para um progresso maior e a necessidade de aumentar o investimento. O Brasil deveria ser um líder em educação, mas está atrás da China. O Brasil é o quinto país mais populoso, a décima maior economia do mundo, o sexto em produção de carros, é líder em vários setores, mas nenhuma das universidades brasileiras está entre as cem melhores do mundo. O Brasil é um país rico em recursos naturais, mas, no fim das contas, o recurso mais importante é o talento de seu povo. Este é o melhor investimento, e está sendo subaproveitado. Na Copa do Mundo, vocês acreditam que podem ser os melhores. Por que não acreditar que podem ser os melhores também em educação?
O sistema de cotas adotado pelo governo brasileiro facilita, por exemplo, o acesso de alunos que estudam em escolas públicas à universidade, sendo que há grande disparidade entre o desempenho de alunos que estudam em escolas públicas e os de escolas privadas. Como o senhor avalia essas iniciativas?
Se a escola pública não é muito boa e as pessoas da elite, as que estão no poder, colocam seus filhos no sistema privado, nem mesmo elas acreditam no sistema que administram. O sistema de cotas sociais parece positivo, mas não é apenas uma questão de autorizar a entrada de minorias na universidade. É preciso dar suporte acadêmico e psicológico para que se sintam em casa. Se um aluno de escola pública está na universidade e todos os outros alunos vieram de escolas privadas, é outra cultura, eles não se sentem à vontade e precisam de ajuda. Em Campinas [Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)] estão tendo bons resultados, os alunos oriundos de escolas públicas têm os mesmos resultados dos demais e assim não se deixa de fora estudantes talentosos, mas pobres. [Na Unicamp, há programas como o Programa de Ação Afirmativa e Inclusão Social (PAAIS), que atribui pontuação adicional no vestibular para estudantes vindos da rede pública, e o Programa de Formação Interdisciplinar (Profis), que seleciona pelo desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em comparação aos colegas que cursaram a mesma escola].
Como professor, o senhor afirmou em sua palestra que antes não gostava de mudanças, assim como os seus colegas. Há algo que precisa mudar no papel dos professores universitários pra a melhora do ensino superior?
Eu ensinava da maneira que achava melhor. Quando entrava na sala de aula, era como se estivesse entrando em um barco, e eu era o único comandante. Mas eu não estava preparado pedagogicamente. Ter um diploma de doutorado não quer dizer que se está preparado para ser um professor. Para que a aula seja interessante para os alunos, o professor precisa ser preparado e ensinado a ensinar. É preciso ter aulas mais interativas, o professor deve ser o guia do estudante, ajuda-lo a pensar, não simplesmente passar a informação. Outro aspecto importante é a orientação dos alunos, assim que entram na universidade, para que sejam envolvidos no trabalho em laboratório e em pesquisas de campo, que são lugares onde eles aplicam o conhecimento, em vez de ficarem somente olhando para a teoria.
Como avalia a forma com que a maioria dos estudantes brasileiros entram na universidade, o vestibular? De que forma esse processo de seleção poderia ser aprimorado?
O desafio é aumentar nesse processo de seleção a importância de habilidades gerais, do pensamento crítico, da capacidade de resolução de problemas e de trabalhar em equipe. Essas são habilidades necessárias para o mundo do trabalho, mais importantes que a memorização. Eu não posso dizer que um único exame é a melhor maneira de selecionar estudantes, na verdade é perigoso definir o futuro de uma pessoa usando a nota de uma prova. Mas utilizar o histórico escolar, entrevistá-lo e avaliar o que o aluno está fazendo além de estudar e se sabe trabalhar em equipe pode ter um resultado melhor e dá para organizar tudo isso facilmente com o uso da internet.
Seminário
Evento discute importância regional das universidades
Realizado entre os dias 14 e 16 de setembro, o seminário internacional “Estratégias de apoio das universidades ao desenvolvimento regional” trouxe ao teatro da Reitoria da Universidade Federal do Paraná (UFPR) grandes nomes da educação. Entre os participantes, estavam presentes a presidente da European University Association, Maria Helena Nazaré, o professor emérito de Desenvolvimento Regional da NewCastle University UK, John Goddard, Rogério Mainardes, do Fórum Paraná Futuro 10, Agnaldo Castanharo, do Sebrae-Paraná e Hélio Bampi, vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), além do secretário estadual de educação Flávio Arns.
O evento é realizado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômicos (OCDE), fórum no qual os governantes trabalham em conjunto para responder aos desafios econômicos, sociais e ambientais da globalização. O projeto é desenvolvido em 15 países e, no Brasil, o Paraná é o único estado participante.

16 de setembro de 2011

PG com 500 mil habitantes?

Li num jornal local que em 2016 Ponta Grossa terá uma população de aproximadamente 500 mil habitantes. Fiquei pensando... se hoje, com 300/350 mil, nosso trânsito já está um caos (para quem não acha isso, experimente pegar o carro e dar um volta as 18:00 no centro da cidade), imagina com 500 mil?
Se com a industrialização que se avizinha o BOOM demográfico for mesmo tão expressivo, deveremos (eu, você e toda a sociedade civil organizada – principalmente os políticos) repensar toda a cidade, e esse “repensar” surge num período pré eleitoral, ou seja, deveremos estar atentos para as propostas apresentadas pelos futuros candidatos a Prefeito, principalmente propostas que atentem para a sustentabilidade, mobilidade urbana, saneamento básico e saúde pública.
Apesar de incontestáveis avanços, há muita coisa a se fazer, existem muitos bairros sem estrutura na cidade, muitas vilas que precisam de atenção e mais que isso, existe ainda muitas pessoas desesperançosas vagando pelas ruas dessa nova Ponta Grossa.Estejamos atentos para o que acontece, façamos parte dessa mudança, não como expectadores, mas como trabalhadores, trabalho com certeza não faltará para quem deseje realmente fazer a diferença.

8 de setembro de 2011

Lei municipal - NO PIAUÍ - proíbe fumo em espaços públicos

O tabagismo é um problema de saúde pública mundial, considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a principal causa de morte evitável em todo o mundo.

Segundo o instituto Nacional de Câncer – INCA, o total de mortes devido ao uso do tabaco atingiu a cifra de 4,9 milhões de mortes anuais, o que corresponde a mais de 10 mil mortes por dia. Caso as atuais tendências de expansão do seu consumo sejam mantidas, esses números aumentarão para 10 milhões de mortes anuais por volta do ano 2030, sendo metade delas em indivíduos em idade produtiva (entre 35 e 69 anos). No Brasil, o tabagismo está relacionado a 30% dos casos fatais de câncer.

Estes dados revelam a necessidade crescente de estratégias que visem combater a prática através da conscientização e criminalização do tabagismo em espaços públicos. Cinco capitais já possuem leis municipais que proíbem o fumo em espaços públicos, são elas: São Paulo (SP) Goiânia (GO), Curitiba (PR), Salvador (BA) e Belém (PA).

No ano passado, Teresina também passou a integrar a lista de capitais que combatem de forma incisiva o tabagismo, através da lei anti-fumo de autoria da vereadora Rosário Bezerra. A Lei Nº 4.034, sancionada no mês de agosto, teve seu projeto aprovado por unanimidade pela câmara municipal.

Segundo a vereadora, o impulso que faltava para a criação do projeto de lei aconteceu em março de 2010, quando uma pesquisa do Instituto Captavox revelou que 95% dos teresinenses eram favoráveis a criação de uma lei desta natureza. “Este número já sinalizou que a lei seria bem aceita pela população”, explica. Para a elaboração da lei, Rosário Bezerra contou com a ajuda de entidades ligadas à saúde, como o Comitê Municipal de Combate ao Fumo e a Fundação Municipal de Saúde (FMS).

Com a sanção da lei, ficou proibido fumar em qualquer recinto de uso coletivo, o que compreende ambientes de trabalho, estudo, cultura, de culto religioso, lazer, esporte e áreas comuns. Os órgãos municipais responsáveis pela vigilância sanitária (Gevisa) e pela defesa do consumidor (Procon) são os fiscalizadores do cumprimento da norma e já começaram a multar os estabelecimentos que estejam atuando em desacordo com a lei.

A vereadora salienta que Teresina sai na frente com relação à políticas de promoção de saúde. “Nossa cidade agora está na vanguarda da qualidade de vida”, analisa a autora. “Nossa intenção agora é partir para a conscientização sobre este tema em todos os públicos”, antecipa.

A ideia é trabalhar a temática através de palestras em escolas e faculdades. “Queremos chegar até essas pessoas e mostrar os malefícios diretos e indiretos do consumo de tabaco. São gastos excessivos da saúde pública com fumantes e pessoas que respiram a fumaça produzida por eles. Com uma conscientização, podemos prevenir estes problemas, promover mais qualidade de vida e ser exemplo para outros lugares fazerem o mesmo”, esclarece.

A.N.
15/02/2011

7 de setembro de 2011

Maurício defende 23 cadeiras e diz que despesa aumenta em 0,85%


Maurício defende 23 cadeiras e diz
que despesa aumenta em 0,85%
Eduardo Farias – Jornal da Manhã
O presidente da Câmara Municipal de Ponta Grossa, vereador Maurício Silva (PSB), recebeu nesta terça-feira a reportagem do Jornal da Manhã no gabinete da Ppresidência para uma entrevista sobre o movimento iniciado pelo Conselho de Entidades. A intenção é apresentar um projeto de iniciativa popular para barrar o aumento de 15 para 23 vereadores a partir de 2013 e também limitar os gastos do Legislativo em 2% do Orçamento do Município.
Maurício garantiu o trâmite normal do projeto e afirmou que os parlamentares terão independência para tomar seus posicionamentos, sem aceitar pressão das entidades. Segundo ele, trata-se de uma ação prevista constitucionalmente e que o Plenário irá tomar a decisão final. Serão necessárias 11 mil assinaturas (5% do eleitorado) para a apresentação do projeto. Confira os principais trechos da entrevista:
JORNAL DA MANHÃ: Como o senhor, como presidente da Câmara, avalia esse movimento do Conselho de Entidades em querer apresentar um projeto de iniciativa popular para barrar o aumento de 15 para 23 vereadores?
MAURÍCIO SILVA: Eu já expressei a minha posição quando os membros do Conselho de Entidades estiveram aqui. A questão do projeto de lei de iniciativa popular tem previsão legal, trata-se de um direito constitucional e, evidentemente, obedecendo às determinações do Regimento Interno dessa Casa, ao aportar o projeto aqui será processado. Jamais a Mesa Executiva irá colocar qualquer entrave político ou em termos de tramitação. A iniciativa vai tramitar pelas comissões como qualquer outro projeto. Vai caber aos vereadores, ao Plenário, a apreciação da matéria. Eu deixo bem claro sempre que eu administro a Casa, mas não interfiro e não mando no voto de vereador nenhum. Cada vereador vai ter seu posicionamento e democraticamente vai ser decidido. O que posso afirmar é que o trâmite será normal, sem problema nenhum.

JM: Essa questão do aumento de vereadores já foi discutida pela Câmara e acabou aprovada em abril deste ano. O senhor entende que é necessário retomar essa discussão?
MAURÍCIO: Na verdade, constitucionalmente pode. A própria Leio Orgânica do Município e o Regimento Interno da Casa preveem esse direito ao projeto de iniciativa popular quando se trata de projeto de lei. Nesse caso, será um projeto de emenda à Lei Orgânica, e terá que ver também a questão jurídica. Obviamente que ao ser apresentado, passará pela avaliação do Departamento Jurídico e seguirá o trâmite normal, assim como qualquer outro projeto, sem nenhum entrave.

JM: Qual a sua opinião particular em relação a manter em 15 ou aumentar para 23 o número de vereadores?
MAURÍCIO: Veja bem. Enquanto presidente a minha função é cuidar da tramitação normal do projeto dentro da Casa. Agora, como vereador eu já me posicionei. A princípio eu era a favor dos 21 vereadores, que era o número que tínhamos na cidade antes da diminuição para 15, mas caiu aquela emenda da Comissão que avaliou a proposta e aprovamos as 23 cadeiras. Mas, eu acho que em termos de representatividade, e democracia é isso, pois pressupõe representatividade, eu creio que é importante ampliar o número de vereadores, justamente porque eu vivo na pele isso. Sou oriundo da periferia e moro em um dos bairros da cidade. Eu vejo a importância das comunidades terem um representante no Legislativo, porque um vereador eleito é uma força viva dentro da sociedade e consegue, através de projeto de lei e intervenções junto ao Executivo, junto aos deputados, melhorar a condição de vida na comunidade onde ele vive. Então, é nesse sentido que eu entendo que é importante o aumento.

JM: Logicamente que o aumento de mais oito cadeiras irá implicar em mais gastos. A proposta do Conselho de Entidades é limitar as despesas da Câmara em 2% do orçamento do Município. Como o senhor vê essa iniciativa?
MAURÍCIO: Nessa parte eu também deixei bem claro às entidades o meu posicionamento. A Câmara vem há algum tempo já fazendo reformas, vem tomando desde 2009 medidas que acabam resultando em economia que volta ao Executivo e que, teoricamente, reverte em melhorias para toda a cidade. Com a reforma que fizemos extinguimos 31 cargos, depois fizemos o corte das funções gratificadas. Então, desse orçamento que hoje pode ser de até 5% do orçamento do Município, temos a estimativa de fechar em 2,04% o exercício de 2011. Agora, essa economia é feita porque essa Mesa, assim como as demais que me antecederam vinham fazendo, entende que a administração da Casa deve ser feita de forma transparente e com seriedade, e não porque pessoas de fora querem interferir.

JM: O senhor falou que com toda essa economia gerada, a previsão é fechar os gastos em 2,04% do orçamento do Município. Diante disso, seria inviável limitar em 2% diante da manutenção dos 23 vereadores?
MAURÍCIO: É preciso deixar claro que a legislação permite que a Câmara use até 5% do orçamento do Município, mas que a previsão é fechar com 2,04% graças ao empenho feito por essa administração. E a projeção para 2013 é algo em torno de 2,89% do orçamento do Município. Um aumento que não será significativo. Claro que se continuarmos com uma administração enxuta. Também é preciso levar em conta que a competência para tratar de leis orçamentárias é do Poder Executivo. Então, teria que vir uma mensagem do Executivo para fazer qualquer alteração. Nós não podemos interferir do orçamento do Executivo.

JM: Representantes dos partidos políticos também vão lançar um movimento para manter as 23 cadeiras a partir de 2013. Como o senhor vê essa manifestação.
MAURÍCIO: Eu considero que é legítima a iniciativa dos partidos tanto quanto é legítima a movimentação do Conselho de Entidades. Isso é democracia. Dentro de uma normalidade, de um respeito, que ambos os movimentos devem ter, acho que os dois movimentos são legítimos.

JM: Existe algum receio da sua parte que essa questão vire uma queda de braço entre o Conselho de Entidades e os vereadores?
MAURÍCIO: Não. Eu não vejo assim. Eu acho que o Conselho de Entidades tem o seu papel, que os vereadores têm o seu mandato, outorgado pela população, e tem que se ter um discernimento que isso que está acontecendo é um exercício da democracia. Tem que haver respeito dos dois lados. Os vereadores são bastante maduros para adotar um posicionamento.

JM: O senhor encara que esse projeto de iniciativa popular que deverá ser apresentado pelo Conselho de Entidades será uma forma de pressionar os vereadores a reverter o aumento?
MAURÍCIO: Eu não acredito nisso. De repente até pode acontecer, mas eu não acredito que os vereadores aceitem esse tipo de pressão. Cada vereador terá seu posicionamento com toda a liberdade. Isso também é dever da Mesa Executiva garantir essa liberdade. Então, eu não vejo como meio de pressão, e quem estiver em cargo político sempre tem o ônus e o bônus de seus posicionamentos. E posição política, como é nesse caso, e eu deixei claro quando o pessoal do Conselho esteve aqui, não tem nada de ilegal nisso, nem de imoral. É constitucionalmente permitido e cada um vota como acha que deve. Obviamente, como eu já disse, vai arcar com o ônus e o bônus do posicionamento.

JM: Alguns vereadores reclamaram do caráter político-eleitoral que esse movimento do Conselho de Entidades pode ter. O senhor entende assim também?
MAURÍCIO: Cada vereador tem todo o direito de se manifestar. E também não tem nada de imoral que as pessoas ligadas ao movimento tenham anseios políticos. O que seria no meu entendimento um pouco estrábico seria usar esse movimento para pegar carona para ter alguma intenção política aqui ou lá pra frente. Mas é como eu disse, na democracia isso é permitido e só saberemos depois das convenções dos partidos, se realmente era essa ou não a finalidade do movimento.

3 de setembro de 2011

23 VEREADORES ? Seria ótimo se não fosse utópico!

Aumentar de 15 para 23  o número de vereadores na Câmara Municipal seria ótimo se não fosse utópico. Da forma como é vivenciada a política - quando falo “vivenciada” falo dos “políticos” que são os atores principais e não do “povo”, meros coadjuvantes – torna-se difícil crer que ao menos 1 (um) dos próximos 15 ou 23 vereadores consiga vencer uma eleição em que alguns chegam a gastar 300, 500 mil reais na campanha eleitoral.

Poderíamos pensar por alguns instantes que, com 23 vereadores, as chances de uma pessoa correta se eleger seria maior uma vez que esta precisaria de menos votos do que na eleição passada,  e talvez 1500 ou 2000 votos teríamos um vereador eleito. Porém tenho a firme convicção de que essa idéia é frágil uma vez que aumentando a quantidade de cadeiras, sem aumentarmos a qualidade de seus ocupantes, de nada adiantaria, nada estaria melhor nem para nós, pessoas comuns.

Realmente, como falou o vereador “Laco”, não podemos atribuir a Câmara todos os acontecimentos ruins que existem na cidade, mas precisamos cobrar severamente uma ação mais rígida, mais firme, uma mudança na forma de olhar, uma reeducação política, nunca é tarde para mudar algo, e essa mudança intima é urgente e necessária. Não queremos mais oito vereadores, não precisamos de mais oito vereadores, queremos, dos atuais 15 vereadores e dos próximos que virão, comprometimento com a sociedade, com a realidade que se apresenta, com os detalhes que passam despercebidos todos os dias.

Sim, é válida e legal a tentativa capitaneada pelo Sr Presidente do PSDC local e diretor-geral da Câmara, Romualdo Camargo, de promover a coleta de assinaturas para bater de frente com a campanha da ACIPG (pró 15 vereadores), assim de qualquer forma, esse assunto, tão importante e que nunca deveria ter sido votado da forma que foi (às pressas), será discutido e votado novamente, mas agora – esperamos nós – sob os olhares da população e com a “casa cheia”, aí veremos como nosso futuro será decidido.

Até breve.

1 de setembro de 2011

PT pode surpreender com candidato próprio a prefeito

Na medida em que o tempo passa e fatos novos vão surgindo no cenário eleitoral de Ponta Grossa, tudo parece conspirar em favor de uma candidatura própria do Partido dos Trabalhadores ao governo municipal em 2012. Até alguns dias atrás, essa era uma possibilidade colocada em segundo plano. Isto porque o melhor e talvez único nome do partido, em potencial, para disputar o cargo de prefeito é o deputado estadual Péricles de Holleben Mello, que neste momento encontra-se impedido de ser candidato.
Péricles teve os direitos políticos cassados porque a Câmara Municipal manteve parecer do Tribunal de Contas que rejeitou as contas de sua gestão na Prefeitura. Porém, a bem da verdade, a avaliação das principais lideranças internas do diretório petista em Ponta Grossa é de que a reversão da inelegibilidade de Péricles é uma mera questão de tempo. Os ‘companheiros’ acreditam que o deputado chegará à época das convenções em meados de maio do ano que vem, em condições plenas de ser candidato. Nem que para isso precise recorrer a uma liminar da Justiça.
Mas o que mais tem animado os petistas a investirem numa candidatura própria a prefeito, em 2012, é a divisão dos grupos políticos alinhados ao governador Beto Richa na cidade. Em todas as pesquisas divulgadas até agora, Péricles aparece em terceiro lugar nas intenções de voto a prefeito, atrás de Marcelo Rangel (PPS) e Plauto Miró Guimarães (DEM). Ocorre que a briga entre Marcelo e Plauto pelo apadrinhamento de Beto tem causado um racha na ala governista.
Neste quesito, aliás, o deputado do DEM parece ter dado um salto à frente. Há poucos dias, o próprio governador anunciou a aliança PSDB/DEM em Ponta Grossa, juntamente com a filiação, à legenda tucana, do reitor da UEPG, João Carlos Gomes, com as bênçãos do prefeito Pedro Wosgrau Filho. Não resta dúvida, portanto, que Beto Richa optará pela aliança de seu partido. E Marcelo Rangel terá buscar outras alternativas a fim de construir uma aliança.
Outra situação que encoraja o PT a ter candidato próprio a prefeito é a aparente cizânia também do grupo da renovação política que emergiu das últimas eleições. O grupo era forte quando reunia, no mesmo espaço, Marcelo Rangel, seu irmão e deputado federal Sandro Alex (PPS) e o empresário e presidente da Acipg, Márcio Pauliki. Ocorre, que Pauliki também decidiu seguir o seu próprio caminho. Se filiou ao PDT e, na conversa que teve nesta semana com partidos da Aliança Cristã, disse que, em vez de apoiar os irmãos Oliveira, como fez nas últimas eleições, irá buscar o apoio deles para ser candidato a prefeito.
Ao optar pela carreira solo, rumando para o PDT, Pauliki enfraqueceu um pouco mais a candidatura de Marcelo, que, pelo visto, já não pode contar mais com o apoio de Beto Richa. O presidente da Acipg esperava contar com uma aliança do PT, ganhando o apoio da ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, que quer ser candidata a governadora em 2014 e precisa de prefeitos especialmente nos grandes centros do Estado.
Porém, o nome de Pauliki foi fortemente rejeitado pelos petistas de Ponta Grossa. E agora, o presidente da Acipg corre o risco de ficar sozinho, depois de já ter enfraquecido a candidatura de Marcelo. Até porque o PMDB, outro partido de centro esquerda que, em tese, poderia se aliar ao PDT agora está nas mãos do ex-deputado Jocelito Canto, que não demonstram nenhum indício de que aceitaria compor com Pauliki.
Outro que sonha em ser candidato a prefeito numa aliança com o PT é secretário municipal de Governo, João Barbiero, do PR. Ele anda cercando lideranças petistas locais, a fim de buscar uma composição, que, a cada dia que passa, se torna mais difícil. A não ser que o PR esteja disposto a apoiar um candidato a prefeito do PT.
O projeto de uma candidatura própria do PT ganha força. E isso é natural, sobretudo porque a eleição será polarizada entre o candidato do governador Beto Richa e o candidato a Gleisi. Se Gleisi é do PT e o terceiro colocado nas pesquisas, atrás dos dois pré-candidatos da ala governista, é o petista Péricles, porque os ‘companheiro’ fariam sobra a caciques de outros partidos? Se alguém apostava em ganhar espaço nas próximas eleições se encostando no PT, pelo jeito, terá que rever os seus planos. Péricles vem aí...